O natal de Morada Nova


Como era de se esperar, o natal de Morada Nova seguiu a tradição do ano passado com a praça da matriz enfeitada de luzes, árvores, bonecos, e claro, as tão famosas casas da Barbie e do Papai Noel.
O prefeito Glauber Castro não mediu esforços este ano ao apimentar sua entrada triunfal de helicóptero ao lado dos conhecidos personagens natalinos para o momento – embora a Barbie e sua casa sejam apenas mais um atrativo de distração para as crianças.
Houve poucas mudanças no estilo decorativo e com certeza novos gastos que levaram a população a se questionar como de costume. O interessante é observar que a mesma população que tanto questiona o controle do dinheiro gasto é a mesma que lota a praça em busca de diversão. Algo novo e diferente a qual vislumbrar para só depois escalar as prioridades de uma cidade tão carente - ao ver de todos.
O fato é que a festividade natalina parece cobrir as despesas da reclamação. Todos comparecem com amigos , filhos e família. O natal acabou virando um pré – julgamento do que o prefeito será capaz ou não de realizar. Se houver grandes gastos é por que ele estará disposto a fazer algo por nós. Comprovam-se isso aos comentários de “Esse ano ele caprichou”.
Por outro lado, os comentários de “Todo esse gasto para quê? E os problemas maiores?” prova que as opiniões ainda se dividem e o impasse continuará o mesmo – “Divinos” longos anos em Morada Nova.
Cobertos de dúvidas ou receios uma coisa pode ser concluída perante as varias posições dos moradanovenses: que diante de grandes debates inacabáveis emergem grandes proveitos e conformidades para um único momento. Que seja ele o natal.
Barbie no natal da cidade
Para quem não soube, a boneca Barbie completou 50 anos no dia 9 de março de 2009, e em homenagem a essa idade foi que surgiu a idéia de implantá-la no natal de Morada Nova.
“Na verdade a idéia já havia passado por outros países” declara a Barbie de Morada Nova “daí a prefeitura resolveu que seria ótimo entrar no ritmo da homenagem também. Ano passado a casa da Barbie aqui da cidade foi mais visitada que a do papai Noel, por isso resolveram continuar com a casa, e claro, eu, ‘a Barbie’.”
Nenhuma seleção foi realizada para escolha da garota que representaria o papel da boneca da qual foi indicada apenas por opiniões de amigos que a julgam ser simpática e gostar muito de crianças, além de ser uma grande fã da boneca.

Homem morre em acidente após sair bêbado em sua mobilete

O Sr.José Soares Rabelo, mais conhecido como Zé do Júlio, de aproximadamente 57 anos, morreu na tarde de ontem (27/12/10) quando voltava do trabalho por volta das 14h20 ao lado da lagoa Pedra e Cal, pouco atrás do Rainero Motos, após dirigir  bêbado sua mobilete recentemente comprada.
O acidente se deu, segundo informantes, no momento em que uma Mercedes virava a esquina e acertou Zé, que caiu no calçamento e morreu na hora. "Ele não morreu pela pancada da Mercedes" comenta um curioso que afirma ter visto o acidente "Ele morreu pela pancada da cabeça no calçamento".
O motorista da Mercedes esperou a viatura do Ronda chegar e se apresentou à Delegacia de policia. O corpo da vítima saiu da Pedra em torno das 18h. Seu rosto ficou achatado no lado direito e parte do lado esquerdo inchou.Estava quase inrreconhecível.
À noite, a familia e os amigos já prestavam as homenagens ao falecido na casa de sua mãe que completara 100 anos dias atrás.

Lutando contra o preconceito moral - A meu ver

Por Lycia Cavalcante*
Você já passou por alguma situação como ser “repreendido(a) em frente dos clientes?”,“ humilhado(a) na frente de pessoas conhecidas porque na hora do trabalho você falou com uma outra pessoa?”, “foi tratado(a) como parede pelo supervisor(a)”, “exigindo(a) mais do que o normal, mesmo sempre trabalhando ao nível ou até mais do que os demais funcionários?”.
Se sim, você é uma das muitas vitimas que sofrem preconceito moral que atingem milhões em todo mundo.
Preconceito moral é aquele em que o chefe ou mesmo colega de trabalho expõe o outro em uma situação desconfortável, fazendo com que o mesmo se sinta ridicularizado e humilhado, adoecendo até psicologicamente. Se você faz parte deste mundo ou mesmo se você já foi assediado moralmente, saiba que você tem mais direitos do que possa imaginar.
Em nossa cidade não é diferente. Dono de mercantis, lojas, fábricas, etc... humilham e deprimem seus funcionários fazendo de seu trabalho um grande carma ou grande pesadelo, pois em nossa cidade falta muito emprego. Por essa situação os funcionários - ou podemos chamar de “escravos” se obrigam a trabalhar e sofrer calados por “necessidade”.
É só entrar em algumas lojas e constatar a tristeza dos funcionários passando o ridículo de terem sua atenção chamada aos gritos por superiores ou propriamente patrões. Estas mesmas lojas obrigam os funcionários a passarem o dia todo correndo para lá e para cá, sem descanso, sem horário para se alimentarem, trabalhando de segunda à domingo e até em feriados.Raros horários de saídas rápidas.
As fábricas aqui não aceitam atestados médicos. Se faltar é retirado a perca do dia do salário, e muitas vezes, levar atestado médico para o supervisor é motivo de demissão.
Atos mais usados na descriminação dos funcionários:
• Escolher a vítima e isolar do grupo.
• Impedir de se expressar e não explicar o por quê.
• Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos patrões.
• Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
• Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
• Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
• Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
• Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.
Fico a pensar no que leva o patrão a humilhar e bloquear o crescimento de sua empresa, sim, pois quem faz o crescimento da empresa é o funcionário e o cliente, se o patrão não trata o funcionário bem, conseqüentemente o funcionário tratará mal o cliente, que deixará de comprar ali.
O que as vitimas perderam fazer:
• Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações so diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
• Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Entrevistas realizadas com 870 homens e mulheres vítimas de opressão no ambiente profissional revelam como cada sexo reage a essa situação (em porcentagem)



Tabela
Sintomas
Homens
Mulheres
Crises de choro
100
-
Dores generalizadas
80
80
Palpitações, tremores
80
40
Sentimento de inutilidade
72
40
Insônia ou sonolência excessiva
69,6
63,6
Depressão
60
70
Diminuição da libido
60
15
Sede de vingança
50
100
Aumento da pressão arterial
40
51,6
Dor de cabeça
40
33,2
Distúrbios digestivos
40
15
Tonturas
22,3
3,2
Idéia de suicídio
16,2
100
Falta de apetite
13,2
2,1
Falta de ar
10
30
Passa a beber
5
63
Tentativa de suicídio
-
18,3
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.
CUIDADOS PATRÕES QUE MALTRATAM SEUS FUNCIONÁRIOS, ELE PORDERAM CONHECER SEUS DIREITOS E DERRUBAR SUA SOBERANIA.

* Universitária do IFCE- Campus Limoeiro do Norte onde cursa Técnico em Agrapécuaria

A VIDA POR UM FIO - HIKIKOMORIS EM MORADA NOVA

Hikikomori isolado em seu quarto - Divulgação
Por C.Alex

Nem todos conhecem o nome, mas no Japão os hikikomoris são bem populares, ou melhor, não são. A expressão é usada para definir jovens que são solitários por opção e decidem abandonar a sociedade para viverem isolados. Normalmente eles só se comunicam com o mundo por internet.
Assim vive Viviane Lima, a jovem que mais dá sentido ao significado da palavra em nossa cidade. Ela abandonou a Universidade e passou a evitar o social por motivos que só ela pode explicar. Seu computador hoje é considerado seu mais fiel amigo, mas o caso não é totalmente conseqüência da máquina. É que a internet acaba sendo a única opção para essas pessoas não se sentirem completamente vazias.
“Não me considero solitária”, declara Viviane, “Apenas não gosto muito de me envolver nos assuntos nem na vida dos outros. Até porque, nossa cidade, nossa ‘Morada Nova’, tem um ciclo vicioso de pessoas com o mesmo tipo de pensamento unânime. Se eu não me encaixo em nenhum deles, por que bancar a hipócrita?”
Os motivos que caracterizam o perfil de um hikikomori são bem diferenciados. Estresse, assédio moral na sociedade, problemas com a família, dentre outros. A internet vira para eles o único meio de não sair completamente da sociedade.
“É o único meio de viver uma ‘vida normal’, diz Viviane. Seu primeiro contato com a rede foi através de uma amiga que a mostrou o conhecido Bate-papo. Daí em diante veio os populares Orkut e Mensseger.
“Meu interesse nesses sites não é fazer amigos” Viviane esclarece “mas sim entrar em contato comigo mesma, aprender cada vez mais”. Ela conta que assim que encontrou o site Deviantart (D.A) melhorou suas habilidades e passou a querer ficar mais em casa.
“No D.A as pessoas postam seus trabalhos: desenhos, fotos, textos, artigos e emoticos criativos. Ninguém fica com tantas exigências como nos demais web sites. Eles não cobram fotos do usuário, lá o que interessa é seu trabalho. Vivo em casa por que não vejo motivos para perder tempo conhecendo pessoas que mais cedo ou mais tarde irão mudar, nos tratar diferente e até abandonar. Se não todos em uma mesma seqüência. Na internet aprimoro mais o inglês – D.A é Americano – sem precisar depender de alguém ou vice-versa”. Conclui Viviane, que está há dois anos sem muito contato fora de casa.
Ela é um dos casos à parte em Morada Nova. Como já mencionado, um hikikomori é definido por se isolar da sociedade e não por ser viciado em internet, sendo é claro em quase todos os casos, a gema de um a clara do outro. Trata-se ainda do motivo de sentir que é isso que o torna permanente neste estado de dependência, e que talvez sem, causar-lhe-ia a morte, pois a falta de seu único incentivo aumenta sua depressão.
Encontrar a relação entre um hikikomori e seu computador fica claro. Eles ainda fazem parte do mundo sem realmente fazer.
A importância da rede só aumentou durante os últimos anos. O acesso a diversos lugares sem sair da frente do computador é o que torna tudo muito viciante, até para um usuário comum que não se sente atraído e obcecado. Sem falar dos benefícios, seja para os bons ou maus internautas. Todos podem ser quem quiserem perante um computador. O mais oprimido torna-se ousado, e a vulgar vira uma santa. Poder trocar idéias, dividir certas experiências... São pontos atrativos a qualquer um, inclusive aos isolados.
Esse excesso de contato com a rede pode sim indicar sintomas de depressão. É como uma droga. Literalmente um vício que aos poucos sem perceberem se torna grave.
O Universitário Cássio Jacinto conta que a internet lhe oferece infinitos conteúdos de conhecimento, mas ele também confessa que quase sempre a usa só para fazer prático o modo de passar os “desprezíveis e monótonos dias”. Cássio adora fazer dawnloads de quase tudo. Livro, seriados, música e filmes. Livros comuns e estudar, só quando falta energia.
“É a partir da minha consciência de causa adquirida que enxergo meu estado verminoso e frenético, pois sinto um enorme tédio longe dos monitores do computador”, diz.
Nossa cidade não tem casos tão sério como no Japão, que normalmente tratam desses jovens - adultos também – com acompanhamento de instituições e terapias. Mas ainda assim é bom evitar que o nível de isolamento não chegue ao extremo. Não é uma questão de tratá-los como doentes, mas de incentivá-los aos demais prazeres da vida.
Bom... Para nossa realidade moradanovense em que muitos dos pais não se importam se os filhos saem ou deixam de sair, a vida dessas pessoas está por um fio, literalmente. Desculpem o trocadilho.
               

Moradores começam a levantar queixas sobre o Ronda do Quarteirão.

Base do Ronda - USI
Por C.Alex
O Ronda do Quarteirão é um programa de segurança que vem amenizando a violência e outras demais ocorrências em todo estado do Ceará desde sua implantação. Para alguns moradores, no entanto, a eficiência na abordagem dos policiais ultrapassa o limite da boa ação.
Morada Nova com um número regular de furtos, homicídios e outros casos que desrespeitam as leis, vem aos poucos entrando nos eixos desde a chegada do Ronda do Quarteirão (10 de Setembro 2010), mas há sempre quem chegue a discordar.

A queixa de alguns moradanovenses é de que o Ronda exagera ao “agredir” ou vistoriar qualquer atuante ou suspeito de uma má ação. “Agente está agindo dentro das normas. Existem pessoas que dá para se fazer uma abordagem menos severa e outras não”, disse um dos cabos da viatura. Ele conta que desde a chegada ao município de Morada Nova o Ronda tem recebido elogios de membros importantes da cidade, como a Câmara municipal.
Suspeita-se que o levantamento das queixas também se dê por conta de casos não resolvidos por eles, como incêndios (caso para os bombeiros), tráfico de drogas (Policia investigativa) e apreensão de veículos (DEMUTRAN).
O trabalho do Ronda se resume na vigilância e o monitoramento de ações e casos inadequados praticado por criminosos e não criminosos. “Aqueles que julgam nosso policiamento não devem estar cientes das dificuldades que enfrentamos para está aqui hoje.(Confira na reportagem da TV Verdes Mares a tortura aos alunos durante o treinamento do curso) Estamos lutando por uma segurança melhor, fazendo nosso trabalho como tem que ser feito. Não é uma questão de direito, mas do nosso dever.” Conclui o cabo.
CURIOSIDADES
*As ocorrências mais freqüentes da nossa cidade continuam sendo uso inapropriado de som alto, Maria da Penha e confusões relacionadas a transportes.

*O tráfico de drogas tem sido amenizado entre aqueles usuários nas ruas. Como já mencionado o Ronda não investiga em locais específicos, esse é um trabalho para policia Civil, o que não impede do cidadão denunciar ao Ronda algum ponto de drogas de seu conhecimento.

*As denuncias normalmente são mais feitas por testemunhas do que pelos envolvidos. Ainda há receios com relação a essa questão do medo e constrangimento.

*Os locais em que as viaturas normalmente param (como na praça onde os alunos esperam os ônibus para irem à faculdade) são chamados de ponto base, onde provavelmente corre risco de ocorrências.

*Não é mito, as viaturas realmente possuem um equipamento que monitora o áudio (além do vídeo) em uma distância de 30m, contudo, o som não chega ser em tempo real. Fica tudo guardado em HD na “base”. As “mensagens” são enviadas para o TNT da viatura quando necessárias.

O BOBÃO QUE NÃO GOSTA DE LER

Por: Luvanor N. A.
A … B… C… Três passos engatinhados em um mundo novo e estranho. Foram momentos de deslizes e incertezas. “O certo é ‘te amo’ ou ‘eu te amo’, fessô? O mestre respira fundo e diz com a voz azeda algo já repetido três vezes: “Não se começa frase com pronome obliquo!”. “Pronome o quê?”Dai você rala e rala tal morena d’O TCHAN até aprender. Sua. Sofre com as noites tentando decorar o que se concerta com “C” e o que é o tal conserto com “S”. Você sofre. Chora, até! Mas aprende. Sofre, mas aprende. Dai, depois de tanto lutar para aprender… você para! Parar? Depois de horas estudando o som das palavras, você para? Os livros se empilham em uma torre mais torta e vacilante que a de Pisa. E dalhe livro escorado! “É bonito, né?” Você zoa com os amigos ao ver que o livro de um tal Júlio Verne já está tão alto na pilha que, como o título, está quase chegando à lua. E você zoa! Ri que é uma beleza! Despreza as palavras sofridas que o tal Verne entortou o pulso para escrever. “É tudo invenção!” Você argumentar com aquele professor chato de “portuga” que tenta (e sofre mais que o Verne!) fazer você ler. Mas, bobão como só você, não vê que a beleza das coisas está ai: a genialidade que alguém teve ao escrever (invenção ou não) sobre o monstro mais fabuloso e melequento do mundo, sobre aventuras de um menino que adora voar sobre um tapete desfiado, porém mágico, ou, ainda, sobre um rapazinho, nem anão e nem homem, que mora em uma toca na curva de uma montanha. Mas você ri! Esquece e abre mão do mundo que está naquele pilha. Mal sabe a “fabulosidade” (tá vendo, só? palavra inventada e bonita de dá dó!) das pessoas que você pode conhecer, das vidas que pode sentir pulsar entre os dedos e ser um leitor que olha a vida dos outros bem do alto como um Deus. Um Deus que, de tanto ler, aprendeu o significado de um mundão de palavras. Tai, O Deus das Palavras! Que se prende as palavras das páginas e aprende com elas a ser um Deus melhor. Um que deixa de ser bobinho ao pensar que livro só serve como tijolo em um castelo formado por cartas grossas. Um Deus que se torna ouvinte. E escuta paciente os motivos da tal Aurélia do Alencar, ou, até mesmo, se cala para entender o que o Senhor Bentinho vê de tão interessante por baixo e dentro dos olhos de cigana de sua Capitu. Dai, curioso, você organiza a pilha e descobre as maravilhas de uma Casa à Vapor; o que acontece quando se vive Cem Anos de plena Solidão; e que se pode aprender muita coisa com uma Menina Que, justificadamente,  Roubava Livros. E você vai querer saber mais e mais e mais e mais! Vai ouvir entres as páginas suspiros melosos de Je t’ame e algumas doses forte do que seria La Petit Mort (não vou dizer o que é isso. Você vai ter que ler para saber, espertinho!). e vai sorrir e sonhar e saber falar alguma coisa quando a conversa em um grupo de amigos deixar de ser somente televisão. “Ei, vocês já ouviram a história duns carinhas assim, da nossa idade, que desvendaram um crime?”, você vai perguntar todo boçal. “Não!?”, a turma vai dizer curiosa. “É em um livro que eu li, A Droga da Obediência”. A galera vai ouvir o resto da história. E você? Vai ser o carinha inteligente que lê e que sabe das “coisas”…  Ruim essa vida? Nem tanto… Pior seria ficar em casa, rindo feito um mané, olhando um monte de livros mudos e empilhados que não tiveram a menor culpa de cair nas mãos de um bobão como você, que está terminando de ler isso e ainda pensando que ler é a maior chatice.

Ofensas a nordestinos no Twitter ganham repercussão no exterior

Por Redação Yahoo! Brasil

A história da estudante de direito Mayara Petruso, que postou mensagens de ódio contra nordestinos no Twitter logo após a eleição de Dilma Rousseff (PT), teve repercussão num dos maiores jornais do mundo, o britânico Telegraph.
A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal em São Paulo, Robin Yapp, destaca que a OAB de Pernambuco entrou nesta quarta-feira com uma notícia-crime no Ministério Público Federal em São Paulo contra Mayara. Dentre as muitas mensagens ofensivas escritas pela estudante, o Telegraph cita a de maior repercussão no Brasil: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado" (sic) .
O texto do jornal inglês explica que a maior parte da população da região Nordeste do Brasil é composta por negros e pardos, enquanto o Sul é predominantemente branco. A reportagem cita que se o caso for a julgamento, Mayara pode pegar de dois a cinco anos por racismo e de três a seis meses por "incitação pública ao ato delituoso".
O Telegraph explica também que é errada a percepção de Mayara e outros usuários do Twitter que afirmaram que Dilma só foi eleita por causa dos votos do Nordeste - a candidata do PT ganharia a eleição mesmo sem os votos dessa região.
A reportagem cita declarações do presidente da OAB-PE, Henry Mariano, que classificou as ofensas de Mayara como inaceitáveis. "Como alguém com esse comportamento pode se tornar um profissional que depois lutará por justiça e direitos humanos?"

MAIS UM CASO CARENTE CONTRA NOSSO AMBIENTE

Por Gilnarisia Silva
A humanidade vem ao longo dos anos sendo corrompida pela ganância e o consumismo exacerbado. O homem vem preferindo o“ter” antes mesmo do “ser”, ocasionando uma perda de valores morais e até mesmo intelectuais, pois se o que nos distingui dos outros animais é a capacidade de raciocínio, nossos atos ultimamente “freqüentemente irracionais” nos coloca no mesmo patamar que os demais.
Toda essa corrida em busca de poder vem sendo refletida no nosso dia-a-dia com nossas atitudes, e uma das principais vítimas dessa ambição é a nossa mãe terra.
A natureza vem sendo degradada inconseqüentemente e apesar de todos os cuidados demonstrados por uma pequena parcela da população, nosso planeta já se encontra debilitado, quase sem forças para continuar lutando, enfrentando essa onda de maus tratos e descaso pela maioria.
Para comprovarmos esse triste fato, não precisamos ir tão longe, aqui mesmo na nossa própria cidade, vemos diariamente o descaso dos moradores, empresas e repartições públicas que têm seus esgotos desviados para dentro do nosso ponto turístico esverdeado.
Isso mesmo, a Lagoa da Salina, vitima indefesa e diária do desrespeito. Pobres peixes e cágados que lutam em busca de oxigênio em meio à esmeralda de poluição.
Alguns meses atrás foi instalado próximo ao centro da lagoa um jato de água na tentativa de aumentar a oxigenação da mesma -espero sinceramente que tenha sido essa a intenção e que não sirva apenas de um acessório descartável.
Entretanto, a área da lagoa é enorme e o jato torna-se quase insignificante, mas antes isso a nada não é mesmo?
Um ponto revoltante é que diversas vezes foram liberadas verbas para a reforma da varanda que circunda a lagoa, e recentemente o governo aprovou a liberação de R$ 175.000 mil reais para a construção de uma enorme estatua do divino espírito santo (padroeiro de Morada Nova) no centro da salina.
O irônico é que nessa época de eleições a varanda “reformada” serve de estandarte para propagandas políticas dos candidatos. Para cada lugar que se olha ao longo de sua extensão encontramos adesivos e panfletos grudados na mesma.
Outro ponto alarmante é o lixão de Morada Nova, nosso cartão de boas vindas para os novos visitantes. Localizado no CE 138, o lixão abrange uma área de 11 hectares, no qual podemos encontrar de tudo.
São vários os problemas de um lixão a céu aberto, citarei os mais sérios. O primeiro e mais agravante é a contaminação diária do solo e dos lençóis freáticos. O chorume (liquido liberado pelos matérias em decomposição) penetra no solo e contamina as águas subterrâneas.
Um outro fator, e que ocorre freqüentemente na tentativa de reduzir a quantidade de lixo, são as queimadas. A fumaça tóxica que se inala dela pode ocasionar problemas respiratórios nos catadores que trabalham na reciclagem do lixo.A qualquer um que fique exposto a “situação”, lembrando que o ônibus que sempre leva os alunos para as faculdades de Limoeiro sempre passam por frente ao devaste “campo negro”. Além dos problemas de saúde, as queimadas são extremamente prejudiciais à camada de ozônio (camada que envolve e protege a terra dos raios ultravioletas). Os gases liberados durante as queimadas proporcionam a destruição dessa camada.
Outro ponto negativo nas queimadas é a degradação do solo, tornando-o impróprio para o cultivo e desenvolvimento de plantas.
Apesar de todos esses agraves, ainda não se foi viabilizada a construção de um aterro sanitário.
Diante de todos os fatos apresentados cabe somente a nós pormos a mão na consciência e nos perguntarmos o que podemos fazer para, se não reverter, apenas amenizar todo esse quadro de descaso.
Pensar em respostas vai ser muito fácil, o difícil será colocá-las em prática, entretanto, é exatamente isso que precisa ser feito.
A terra já cansou de ser salva milhões de vezes em papeis!!!
Nosso planeta deseja ser lembrado como uma terra fértil de prosperidade, terra com abundância de água e outros recursos naturais, e não como um lugar estéreo e sem vida, repleto de sofrimento, e é exatamente para isso que nós caminhamos.
A frase pode parecer clichê, mas ainda existe tempo para se reverter essa situação, porém, se nada for feito, os anos passaram e com eles a possibilidade de salvarmos o único lugar que nos acolheu sem nada pedir em troca. Que nos manteve sem reclamar por um bom tempo e nos proporcionou qualidade de vida, mas que não soubemos preservar.
E ai, o que vamos fazer?
O que você vai fazer?
Já chega do individualismo de “se ele não faz eu também não”. Com trabalho em equipe e pequenas atitudes podemos ainda salvar nosso planeta, ainda podemos salvar nosso lar. Ainda podemos salvar nossas vidas.

O HOMEM DA “FÉ”

Itamar deixando mais uma marca de fé.
Ele não é onipresente mais sua marca está em quase todos os lugares da cidade. Itamar Batista dos Santos, 40 anos, é o homem responsável pela escrita da palavra fé pintada à tinta azul em praticamente todo patrimônio público de Morada Nova.
Evangélico a mais de 10 anos, Itamar registra sua “fé” em postes, árvores, bancos, lixeiras, placas, tudo a seu alcance.
A obsessão começou em 2005 com a palavra “Jesus”, em seguida veio “Glória”, “Socorro” e finalmente “Fé”. Embora a mudança de palavras, a recente é formada com a presença das demais. Itamar acredita que quanto mais locais marcar, mais sua fé será provada. “Converso com Deus e ele me manda escrever, escrevo por que ele quer”, diz.
O ato de Itamar se enquadra em Deteriorar coisa alheia, segundo o artigo 163 do código penal brasileiro. O evangélico pode não saber, mas sua dedicação pode deixá-lo de um a seis meses em detenção, paga em dinheiro – definido pelo juiz – ou o mais provável, o "retoque"  dos pontos pintados.
 Para isso deveria haver uma denúncia com testemunha provando que Itamar está “deteriorando” o patrimônio público, no entanto, há quem não se importe com um humilde homem espalhando sua “fé”.

SEM GRAÇA: JOGO OBAID VIRA MODA NA CIDADE - APRENDA A FARSA


Como se já não bastasse à dúvida da existência do Coelho da páscoa e do Papai Noel, as pessoas agora querem convencer as outras de que o diabo é moderno e têm internet em"casa"- será que ele não está entrando na rede pelo celular na promoção TIM? Qual é?
O drama da vez é que todo mundo não fala de outra coisa se não o famoso Obaid (anagrama da palavra Diabo), um demônio digital que segundo os desinformados tem pacto com o próprio Diabo (O diabo em si para os mais crédulos) sendo capaz de responder qualquer pergunta que digitarmos em sua "barra de compreensão", mas enfim, tudo não passa de uma brincadeira sem graça (Deve tirar sorrisos de vez em quando eu creio). Na realidade quem digita a resposta é a pessoa que faz a pergunta e os espectadores nem percebem. O grande truque está quando a pessoa aperta o botão ponto e vírgula (;) antes de digitar a resposta. Enquanto o “manipulador” está digitando a resposta, aparece um elogio ao Obaid. Em seguida, deve apertar novamente ponto e vírgula (;) e continuar com a pergunta aonde parou.
Eis ai o grande mistério do Oráculo. As pessoas deviam ser mais atentas. Se ele respondesse tudo mesmo, porque ninguém pergunta os números da loteria? ou a senha de algum banco? O diabo não adora induzir todos ao pecado? Ganhar dinheiro seria a melhor opção.
Em outras cidades - como Palhano - o jogo é conhecido como Sued ( anagrama de Deus). Isso mostra como muitos gostam de explorar o lado maldoso das coisas. Não é de se surpreender que justo aqui a brincadeira tenha seguido o lado negativo.

UM EXEMPLO NOS ESPORTES

De fato:
Ariely Chelyma mais uma vez deu destaque a cidade de Morada Nova através do campeonato brasileiro realizado em Salvador (BH) no dia 16 de Julho deste ano, sendo campeã Norte Nordeste sub-23 na seletiva do campeonato.
Com esse título Ariely tornou-se tetra campeã em atletismo e participará do próximo campeonato que irá ocorrer no Rio de Janeiro. Aguardamos ansiosos mais uma vitória da nossa atleta. A cidade está torcendo por ela, que mais de uma vez demonstrou  não ser só um exemplo de menina, mas também, um exemplo nos esportes.

RECENSEADORES DE MORADA NOVA LUTAM POR SEUS INTERESSES CONTRA O IBGE

  Por C. Alex

Divulgação
Os recenseadores da cidade de Morada Nova fizeram na quinta-feira do dia 2 de Setembro um requisito rigoroso ao coordenador do posto do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Sr. José Falcão de Castro, a fim de defenderem seus interesses em relação à média mal divulgada de suas remunerações durante o treinamento e antes da contratação inicial de suas funções em 30 de Julho de 2010.
         Ocorreu que o pagamento pela prestação de serviços conforme previsto na Cláusula Sexta do Contrato, não foi observada e os recenseadores foram surpreendidos com o pagamento a menor do que o esperado, tendo estes recebido a informação de início que a remuneração se daria pelo serviço prestado, ao tempo em que lhes foi repassada uma tabela com valores pré-fixados, na qual incluía o pagamento pelos questionários aplicados na zona urbana – amostra e básico, respectivamente de R$ 6,49 e R$ 2,50.
Taxas de Pagamento Divulgadas antes do Contrato

Zona Urbana- Amostra
Zona Urbana- Básico
Unidades Visitadas
0,2928
0,2928
Domicílios Ocupados
1,6100
0,5750
Pessoas
1,2075
0,4312
Questionários Aplicados
6,49
2,50

O prometido no período de capacitação foi de que os critérios aplicados para a remuneração levariam em consideração os quatro aspectos: questionário, unidades visitadas, domicílios e por pessoas, e no fim os questionários aplicados não constavam na média da remuneração.
Tal fato é contrário ao divulgado nacionalmente pelo IBGE, pois, consta nos meios de comunicação a notícia de que a remuneração do recenseador variará de acordo com o trabalho executado e que o recenseador deve ser pago com um valor de R$ 800 e R$ 1.600.
Com sessenta e duas (62) pessoas selecionadas após o treinamento realizado no período de 19 a 24 de Julho do ano vigente, hoje se encontra poucos recenseadores no Censo.
Ao certo ninguém sabe de quem foi à culpa do erro na informação da tabela, e nem se foi propositalmente, embora fontes apontem os representantes da sub-área do Falcão (como chamada a área encarregada pelos coordenadores Falcão e Marlene Bessa) – que englobam Morada Nova, Potiretama, Ererê,Alto Santos e Iracema - como principais suspeitos.
O resultado de tais acusações caminha em forma do oficio mandado ao coordenador, mas pelo que se sabe, o Brasil inteiro vem passando por essa polêmica questão.  Em cidades como o Rio de Janeiro, os recenseadores se debatem com vários erros, começando pela informação da Folha Dirigida, que junto com o próprio IBGE, informaram dois anos de contrato, quando no edital saiu que o contrato seria de seis meses, sendo que nem esse prazo foi cumprido. A maioria dos recenseadores ainda espera seus salários.
Morada Nova pode não ficar para trás no atraso dos pagamentos, mas o erro de informação prejudicou da mesma maneira que nas demais cidades.
Segundo um informante do posto de coleta a diferença está na má interpretação da tabela. “Só repassamos o calculo da remuneração do modo que nos foi repassado”, explica.
Todos se sentiram roubados e enganados. Desde quando viram a tabela apresentada muitos perceberam que a forma como lhes foram passada pelos supervisores era bem diferente do que se está na tabela em si, todos achavam que dava para fazer uma ótima grana com o Censo. Esse pensamento foi cortado pela metade e subtraído por uns 8% do INSS.
 desde o final do treinamento até o primeiro salário recebido a conversa era que o valor dos questionários (a primeira tabela) era somado ao rendimento. No edital o que está relacionado ao rendimento, não especifica valores, porém diz que o mesmo é de antemão repassado pelos supervisores baseado na produção individual, se levarmos em conta isso, podemos perceber que houve uma falha de comunicação, que no caso, não é problema nosso, a obrigação do empregador é estipular um valor certo do salário do seu empregado, até por que ninguém trabalha sem saber o que vai receber. Em todos os jornais e revistas várias notícias quanto ao rendimento do recenseador, que variavam de 800 até 4.000. Pessoas que trabalharam nos últimos Censos, tanto demográfico quanto o agropecuário ficaram "chocados" com a queda do pagamento dos recenseadores.” Conta um dos recenseadores de Morada Nova.
A declaração geral feita pelos recenseadores foi de que se em nada resultar o requisito solicitado pela Defensoria Pública no Fórum da cidade, eles irão seguir em frente e abrir uma ação contra o IBGE no Ministério Público e juntar provas para mostrar que foram "induzidos ao erro". Até lá muito bate-boca vai rolar.