O natal de Morada Nova


Como era de se esperar, o natal de Morada Nova seguiu a tradição do ano passado com a praça da matriz enfeitada de luzes, árvores, bonecos, e claro, as tão famosas casas da Barbie e do Papai Noel.
O prefeito Glauber Castro não mediu esforços este ano ao apimentar sua entrada triunfal de helicóptero ao lado dos conhecidos personagens natalinos para o momento – embora a Barbie e sua casa sejam apenas mais um atrativo de distração para as crianças.
Houve poucas mudanças no estilo decorativo e com certeza novos gastos que levaram a população a se questionar como de costume. O interessante é observar que a mesma população que tanto questiona o controle do dinheiro gasto é a mesma que lota a praça em busca de diversão. Algo novo e diferente a qual vislumbrar para só depois escalar as prioridades de uma cidade tão carente - ao ver de todos.
O fato é que a festividade natalina parece cobrir as despesas da reclamação. Todos comparecem com amigos , filhos e família. O natal acabou virando um pré – julgamento do que o prefeito será capaz ou não de realizar. Se houver grandes gastos é por que ele estará disposto a fazer algo por nós. Comprovam-se isso aos comentários de “Esse ano ele caprichou”.
Por outro lado, os comentários de “Todo esse gasto para quê? E os problemas maiores?” prova que as opiniões ainda se dividem e o impasse continuará o mesmo – “Divinos” longos anos em Morada Nova.
Cobertos de dúvidas ou receios uma coisa pode ser concluída perante as varias posições dos moradanovenses: que diante de grandes debates inacabáveis emergem grandes proveitos e conformidades para um único momento. Que seja ele o natal.
Barbie no natal da cidade
Para quem não soube, a boneca Barbie completou 50 anos no dia 9 de março de 2009, e em homenagem a essa idade foi que surgiu a idéia de implantá-la no natal de Morada Nova.
“Na verdade a idéia já havia passado por outros países” declara a Barbie de Morada Nova “daí a prefeitura resolveu que seria ótimo entrar no ritmo da homenagem também. Ano passado a casa da Barbie aqui da cidade foi mais visitada que a do papai Noel, por isso resolveram continuar com a casa, e claro, eu, ‘a Barbie’.”
Nenhuma seleção foi realizada para escolha da garota que representaria o papel da boneca da qual foi indicada apenas por opiniões de amigos que a julgam ser simpática e gostar muito de crianças, além de ser uma grande fã da boneca.

Homem morre em acidente após sair bêbado em sua mobilete

O Sr.José Soares Rabelo, mais conhecido como Zé do Júlio, de aproximadamente 57 anos, morreu na tarde de ontem (27/12/10) quando voltava do trabalho por volta das 14h20 ao lado da lagoa Pedra e Cal, pouco atrás do Rainero Motos, após dirigir  bêbado sua mobilete recentemente comprada.
O acidente se deu, segundo informantes, no momento em que uma Mercedes virava a esquina e acertou Zé, que caiu no calçamento e morreu na hora. "Ele não morreu pela pancada da Mercedes" comenta um curioso que afirma ter visto o acidente "Ele morreu pela pancada da cabeça no calçamento".
O motorista da Mercedes esperou a viatura do Ronda chegar e se apresentou à Delegacia de policia. O corpo da vítima saiu da Pedra em torno das 18h. Seu rosto ficou achatado no lado direito e parte do lado esquerdo inchou.Estava quase inrreconhecível.
À noite, a familia e os amigos já prestavam as homenagens ao falecido na casa de sua mãe que completara 100 anos dias atrás.

Lutando contra o preconceito moral - A meu ver

Por Lycia Cavalcante*
Você já passou por alguma situação como ser “repreendido(a) em frente dos clientes?”,“ humilhado(a) na frente de pessoas conhecidas porque na hora do trabalho você falou com uma outra pessoa?”, “foi tratado(a) como parede pelo supervisor(a)”, “exigindo(a) mais do que o normal, mesmo sempre trabalhando ao nível ou até mais do que os demais funcionários?”.
Se sim, você é uma das muitas vitimas que sofrem preconceito moral que atingem milhões em todo mundo.
Preconceito moral é aquele em que o chefe ou mesmo colega de trabalho expõe o outro em uma situação desconfortável, fazendo com que o mesmo se sinta ridicularizado e humilhado, adoecendo até psicologicamente. Se você faz parte deste mundo ou mesmo se você já foi assediado moralmente, saiba que você tem mais direitos do que possa imaginar.
Em nossa cidade não é diferente. Dono de mercantis, lojas, fábricas, etc... humilham e deprimem seus funcionários fazendo de seu trabalho um grande carma ou grande pesadelo, pois em nossa cidade falta muito emprego. Por essa situação os funcionários - ou podemos chamar de “escravos” se obrigam a trabalhar e sofrer calados por “necessidade”.
É só entrar em algumas lojas e constatar a tristeza dos funcionários passando o ridículo de terem sua atenção chamada aos gritos por superiores ou propriamente patrões. Estas mesmas lojas obrigam os funcionários a passarem o dia todo correndo para lá e para cá, sem descanso, sem horário para se alimentarem, trabalhando de segunda à domingo e até em feriados.Raros horários de saídas rápidas.
As fábricas aqui não aceitam atestados médicos. Se faltar é retirado a perca do dia do salário, e muitas vezes, levar atestado médico para o supervisor é motivo de demissão.
Atos mais usados na descriminação dos funcionários:
• Escolher a vítima e isolar do grupo.
• Impedir de se expressar e não explicar o por quê.
• Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos patrões.
• Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
• Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
• Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
• Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
• Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.
Fico a pensar no que leva o patrão a humilhar e bloquear o crescimento de sua empresa, sim, pois quem faz o crescimento da empresa é o funcionário e o cliente, se o patrão não trata o funcionário bem, conseqüentemente o funcionário tratará mal o cliente, que deixará de comprar ali.
O que as vitimas perderam fazer:
• Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações so diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
• Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Entrevistas realizadas com 870 homens e mulheres vítimas de opressão no ambiente profissional revelam como cada sexo reage a essa situação (em porcentagem)



Tabela
Sintomas
Homens
Mulheres
Crises de choro
100
-
Dores generalizadas
80
80
Palpitações, tremores
80
40
Sentimento de inutilidade
72
40
Insônia ou sonolência excessiva
69,6
63,6
Depressão
60
70
Diminuição da libido
60
15
Sede de vingança
50
100
Aumento da pressão arterial
40
51,6
Dor de cabeça
40
33,2
Distúrbios digestivos
40
15
Tonturas
22,3
3,2
Idéia de suicídio
16,2
100
Falta de apetite
13,2
2,1
Falta de ar
10
30
Passa a beber
5
63
Tentativa de suicídio
-
18,3
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.
CUIDADOS PATRÕES QUE MALTRATAM SEUS FUNCIONÁRIOS, ELE PORDERAM CONHECER SEUS DIREITOS E DERRUBAR SUA SOBERANIA.

* Universitária do IFCE- Campus Limoeiro do Norte onde cursa Técnico em Agrapécuaria

A VIDA POR UM FIO - HIKIKOMORIS EM MORADA NOVA

Hikikomori isolado em seu quarto - Divulgação
Por C.Alex

Nem todos conhecem o nome, mas no Japão os hikikomoris são bem populares, ou melhor, não são. A expressão é usada para definir jovens que são solitários por opção e decidem abandonar a sociedade para viverem isolados. Normalmente eles só se comunicam com o mundo por internet.
Assim vive Viviane Lima, a jovem que mais dá sentido ao significado da palavra em nossa cidade. Ela abandonou a Universidade e passou a evitar o social por motivos que só ela pode explicar. Seu computador hoje é considerado seu mais fiel amigo, mas o caso não é totalmente conseqüência da máquina. É que a internet acaba sendo a única opção para essas pessoas não se sentirem completamente vazias.
“Não me considero solitária”, declara Viviane, “Apenas não gosto muito de me envolver nos assuntos nem na vida dos outros. Até porque, nossa cidade, nossa ‘Morada Nova’, tem um ciclo vicioso de pessoas com o mesmo tipo de pensamento unânime. Se eu não me encaixo em nenhum deles, por que bancar a hipócrita?”
Os motivos que caracterizam o perfil de um hikikomori são bem diferenciados. Estresse, assédio moral na sociedade, problemas com a família, dentre outros. A internet vira para eles o único meio de não sair completamente da sociedade.
“É o único meio de viver uma ‘vida normal’, diz Viviane. Seu primeiro contato com a rede foi através de uma amiga que a mostrou o conhecido Bate-papo. Daí em diante veio os populares Orkut e Mensseger.
“Meu interesse nesses sites não é fazer amigos” Viviane esclarece “mas sim entrar em contato comigo mesma, aprender cada vez mais”. Ela conta que assim que encontrou o site Deviantart (D.A) melhorou suas habilidades e passou a querer ficar mais em casa.
“No D.A as pessoas postam seus trabalhos: desenhos, fotos, textos, artigos e emoticos criativos. Ninguém fica com tantas exigências como nos demais web sites. Eles não cobram fotos do usuário, lá o que interessa é seu trabalho. Vivo em casa por que não vejo motivos para perder tempo conhecendo pessoas que mais cedo ou mais tarde irão mudar, nos tratar diferente e até abandonar. Se não todos em uma mesma seqüência. Na internet aprimoro mais o inglês – D.A é Americano – sem precisar depender de alguém ou vice-versa”. Conclui Viviane, que está há dois anos sem muito contato fora de casa.
Ela é um dos casos à parte em Morada Nova. Como já mencionado, um hikikomori é definido por se isolar da sociedade e não por ser viciado em internet, sendo é claro em quase todos os casos, a gema de um a clara do outro. Trata-se ainda do motivo de sentir que é isso que o torna permanente neste estado de dependência, e que talvez sem, causar-lhe-ia a morte, pois a falta de seu único incentivo aumenta sua depressão.
Encontrar a relação entre um hikikomori e seu computador fica claro. Eles ainda fazem parte do mundo sem realmente fazer.
A importância da rede só aumentou durante os últimos anos. O acesso a diversos lugares sem sair da frente do computador é o que torna tudo muito viciante, até para um usuário comum que não se sente atraído e obcecado. Sem falar dos benefícios, seja para os bons ou maus internautas. Todos podem ser quem quiserem perante um computador. O mais oprimido torna-se ousado, e a vulgar vira uma santa. Poder trocar idéias, dividir certas experiências... São pontos atrativos a qualquer um, inclusive aos isolados.
Esse excesso de contato com a rede pode sim indicar sintomas de depressão. É como uma droga. Literalmente um vício que aos poucos sem perceberem se torna grave.
O Universitário Cássio Jacinto conta que a internet lhe oferece infinitos conteúdos de conhecimento, mas ele também confessa que quase sempre a usa só para fazer prático o modo de passar os “desprezíveis e monótonos dias”. Cássio adora fazer dawnloads de quase tudo. Livro, seriados, música e filmes. Livros comuns e estudar, só quando falta energia.
“É a partir da minha consciência de causa adquirida que enxergo meu estado verminoso e frenético, pois sinto um enorme tédio longe dos monitores do computador”, diz.
Nossa cidade não tem casos tão sério como no Japão, que normalmente tratam desses jovens - adultos também – com acompanhamento de instituições e terapias. Mas ainda assim é bom evitar que o nível de isolamento não chegue ao extremo. Não é uma questão de tratá-los como doentes, mas de incentivá-los aos demais prazeres da vida.
Bom... Para nossa realidade moradanovense em que muitos dos pais não se importam se os filhos saem ou deixam de sair, a vida dessas pessoas está por um fio, literalmente. Desculpem o trocadilho.
               

Moradores começam a levantar queixas sobre o Ronda do Quarteirão.

Base do Ronda - USI
Por C.Alex
O Ronda do Quarteirão é um programa de segurança que vem amenizando a violência e outras demais ocorrências em todo estado do Ceará desde sua implantação. Para alguns moradores, no entanto, a eficiência na abordagem dos policiais ultrapassa o limite da boa ação.
Morada Nova com um número regular de furtos, homicídios e outros casos que desrespeitam as leis, vem aos poucos entrando nos eixos desde a chegada do Ronda do Quarteirão (10 de Setembro 2010), mas há sempre quem chegue a discordar.

A queixa de alguns moradanovenses é de que o Ronda exagera ao “agredir” ou vistoriar qualquer atuante ou suspeito de uma má ação. “Agente está agindo dentro das normas. Existem pessoas que dá para se fazer uma abordagem menos severa e outras não”, disse um dos cabos da viatura. Ele conta que desde a chegada ao município de Morada Nova o Ronda tem recebido elogios de membros importantes da cidade, como a Câmara municipal.
Suspeita-se que o levantamento das queixas também se dê por conta de casos não resolvidos por eles, como incêndios (caso para os bombeiros), tráfico de drogas (Policia investigativa) e apreensão de veículos (DEMUTRAN).
O trabalho do Ronda se resume na vigilância e o monitoramento de ações e casos inadequados praticado por criminosos e não criminosos. “Aqueles que julgam nosso policiamento não devem estar cientes das dificuldades que enfrentamos para está aqui hoje.(Confira na reportagem da TV Verdes Mares a tortura aos alunos durante o treinamento do curso) Estamos lutando por uma segurança melhor, fazendo nosso trabalho como tem que ser feito. Não é uma questão de direito, mas do nosso dever.” Conclui o cabo.
CURIOSIDADES
*As ocorrências mais freqüentes da nossa cidade continuam sendo uso inapropriado de som alto, Maria da Penha e confusões relacionadas a transportes.

*O tráfico de drogas tem sido amenizado entre aqueles usuários nas ruas. Como já mencionado o Ronda não investiga em locais específicos, esse é um trabalho para policia Civil, o que não impede do cidadão denunciar ao Ronda algum ponto de drogas de seu conhecimento.

*As denuncias normalmente são mais feitas por testemunhas do que pelos envolvidos. Ainda há receios com relação a essa questão do medo e constrangimento.

*Os locais em que as viaturas normalmente param (como na praça onde os alunos esperam os ônibus para irem à faculdade) são chamados de ponto base, onde provavelmente corre risco de ocorrências.

*Não é mito, as viaturas realmente possuem um equipamento que monitora o áudio (além do vídeo) em uma distância de 30m, contudo, o som não chega ser em tempo real. Fica tudo guardado em HD na “base”. As “mensagens” são enviadas para o TNT da viatura quando necessárias.