INDÍCIOS
| O casal queria demostrar que o que conta é o sentimento |
Tudo começa com os cinco sentidos. Eles captam a imagem da pessoa que nos atrai analisando-a com a rapidez de um piscar de olhos, detectando qualidades e defeitos. Coisas como beleza, idade, padrão sociocultural e etc. A simpatia mútua entre duas pessoas pode construir uma amizade, que acrescida da atração física, às vezes se transforma em paixão.
Essa é a definição básica sobre a atração relacionada ao impulso sexual. Cientistas afirmam que os homens são formados com pouca quantidade de energia em suas células, ao contrário da mulher, que possui uma quantidade bem mais elevada. Na divisão entre essas duas categorias, de homens que possuem mais energia em suas células do que outros e mulheres com menos energia em suas células do que outras, conclui-se que quanto mais energia um homem possuir em suas células, mais ele se aproxima de uma característica feminina, e também do comportamento. No caso das mulheres o oposto: quanto menor a energia em suas células, mais elas se aproximaram das características de um ser masculino, conseqüentemente, seu comportamento. Em outras palavras, a quantidade de energia na célula do ser humano dividida pela variação de sua sexualidade é o que denomina, cientificamente, um ser homossexual.
Mas até os defensores da origem científica do homossexualismo admitem que a eventual “tendência energética” só se transforma em efetivo desejo homossexual por força de fatores que desencadeiam a natureza psicossocial, dentre eles: uma ligação obsessiva com a mãe. O apego materno excessivo iguala certos interesses interpessoais com o passar do tempo; a falta de uma figura paterna como modelo de identificação. Os pais quase sempre estão dispostos a incentivarem os filhos a seguirem seus passos, sua ausência “corrompe” a personalidade em um sentido masculino; permanente zelo da própria personalidade a nível erótico elevado, aqueles que valorizam o órgão genital ao extremo, para eles, satisfazer o desejo é o que importa, independente do sexo.
Outras pesquisas confirmam que a formação intra-familiar influencia muito na definição. A memória pode guardar lembranças de uma vida inteira, o que leva a crer que experiências ocorridas na infância – pela família ou não – até a formação do ser humano já em adulto, possa influenciar na tendência quando sensações reprimidas passam a vir à tona em alguns “gestos”, levando em conta casos diversificados.
Alguns gays afirmam que na infância sentiam-se “confortáveis” ao colo dos pais, e muitas vezes era o pai que, sem intenção, proporcionava-lhes boas sensações quando os tocava. “De início pode-se não dar conta, mas com o tempo a percepção do apego ligado ao mesmo sexo torna-se evidente. Pode ser em situações com amigos ou até alguém mais próximo “diz Cássio Alberto, que é homossexual e tem 40 anos. Ele não opina uma explicação feminina, no caso das lésbicas, mas declara que para rapazes “acontecimentos na infância, um toque íntimo em alguma parte sensível, caricias, abraços, mesmo sem maldade, estimulam em certas preferências. Não é que se deve prevenir para evitar por quem se atrai, mas analisar o modo como o carinho é dado”.
Isso põe em claro as causas da homossexualidade segundo os estudos de Freud no início do século XX.
O pai da psicanálise define o homossexualismo baseado em três fatores: O primeiro está relacionado à forte ligação com a mãe. O segundo ao narcisismo; o individuo sente-se mais a vontade com alguém do mesmo sexo do que o oposto, por gosta tanto de si. O terceiro fator liga-se a sentimentos relacionados a perdas, que deixam a pessoa acomodada ou acovardada na sua psicossexualidade.
Tudo isso nos leva a crer que o homossexualismo sempre existiu e que dificilmente alguém poderá explicar com exatidões suas causas. O ser humano vive em uma luta para controlar suas pulsões equivalentes a dos animais irracionais. A pulsão de vida – a sexual – acaba que sendo mais dominante, e cada vez mais fica difícil controlar esse instinto. Menos controle, mais desejo.
Por isso grande parte da sociedade crítica os gays por eles darem ênfase ao contato genital, terem uma atividade sexual com mais freqüência. Isso não quer dizer que sua intimidade emocional não deva ser levada em consideração. Há mais no mundo do que se pode imaginar. Por que então criar caso com uma diferente opção de amar?
A sociedade em geral deveria evitar sofrimentos desnecessários. Tratar os homossexuais sem preconceito. A atitude correta não deveria ser o julgamento, mas como proceder para que todos sejam felizes. Apaguem as luzes do mundo e amem sem escolha.
O MOVIMENTO NA CIDADE
| Trailer onde estiveram os representantes LGBTT |
Pode-se afirmar que Morada Nova teve seu marco do ano com a I Parada pela Diversidade Sexual, ocorrida no sábado do dia 24 deste mês (Setembro), promovida para comemorar o voto contra a homofobia no avanço da luta do movimento LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e discutir sobre seus direitos na sociedade.
O grupo de Apoio a Livre Orientação Sexual Moradanovense (GALOSM) realizou o evento a fim de dar esse grito de liberdade como seres humanos, terem um estado laico de fato e a aprovação do PLC 122/06 lei esta que criminaliza a homofobia.
A programação geral começou no dia 1° do mês com abertura oficial das atividades da parada. A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social – STDS – juntamente com a Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para LGBTT deu uma palestra em debate englobando o tema.
Nos dias seguintes houve jogos e uma festa alusiva de Pré-parada na Praça Luiz Neri (Duque Lanches) já envolvendo os moradores.
A parada oficial começou por volta das 16h na praça “Lagoa da Salina”. Estiveram presentes renomados representantes do movimento LGBTT, dentre elas, Fátima Bessa – madrinha – e Luma Andrade.
A saída da concentração se deu em grande estilo. A cidade parou para observar até o encerramento do evento. “Morada Nova não será mais a mesma a partir de hoje”, foi a declaração em foco pelos representastes.
A MEU VER
Muita gente ainda questiona o homossexualismo. A ignorância presente e inevitável em algumas pessoas surpreende quando se trata da crítica ao gay.
Quando minha prima e eu chegamos na parada às 15h – era a hora marcada no panfleto – tivemos a chance de fazer uma entrevista rápida sobre os indícios já mencionados e debater um pouco essa questão.
“A população hoje é homossexual” disse Rafael Ferreira de 27 anos, “muitos só preservam suas vontades, suas evidências, por que mesmo sem querer temem o estereótipo, a maior barreira é a si mesmo, sou homossexual e não me envergonho disso”.
Para Rafael os homossexuais estão se “juntando”. Aos poucos cada um passa a focar menos a repreensão. Quando perguntamos se o fator a tendência estava crescente de um modo geral ele respondeu: “Não é que esteja crescendo, só estão deixando de ser caretas, até por que, o proibido é mais gostoso. Existem muitos por ai que nunca irão se assumir, ou mais popularmente falando, sair do armário, mas ainda assim buscará um parceiro ou parceira”.
Ficou mais do que óbvias as intenções do movimento na cidade. A diretora LGBTT, Dediane Sousa, 22, fala que o apoio institucional é importante e que o evento já alcança quase dez municípios. “Queremos que esse momento torne-se parte do calendário da cidade. A pretensão é para que ocorra o evento anualmente, sem previsão se a data será sempre a mesma”.
É uma tática interessante. O que as pessoas precisam é se acostumar com a realidade. Pude observar que parte da cidade realmente parou para celebrar o sucesso que foi a parada, mas muitos também só estavam lá para rir e conferir o que para eles seria a “palhaçada” do ano.
Foi até engraçado. Pra algumas pessoas parecia coisa de outro mundo. Quando a noite finalmente chegava, já podia se ver sinais de assumidos pela varanda da salina. Carros com casais homossexuais chegavam e as bocas se abriam, os dedos apontavam e os olhares fixos não saiam de foco.
Honestamente fico abismado com uma atitude como esta. Não dar para compreender o que leva um ser humano a ser tão ignorante a esse ponto. E nem se trata só disso. Uma amiga minha me falou certa vez que comentou com colegas de trabalho que achou bonita uma moça que passou na rua. Semanas depois seus “colegas” a julgaram afirmando que ela era lésbica.
“Porquê?” foi a pergunta dela. Por favor não riam da resposta, pois esses colegas de trabalho da minha amiga devem morar em uma galáxia distante livre dos meios de comunicação e outras fontes que nos põe em acesso ao moderno, ao hoje, enfim, ao senso.
Mais eis que a resposta:
“Ora, porque você achou aquela moça bonita, nunca a vimos com um namorado e você provavelmente irá trabalhar em uma fazenda.”
Minha amiga riu da situação. Falou que não tinha nada a ver e foi até uma atitude equilibrada da parte dela, se fosse comigo eu teria feito a mesma coisa com a diferença de alguns detalhes. Eu não teria rido, eu teria gargalhado. Talvez até pedisse demissão por que a coisa podia ser contagiosa. Falando sério. Quem toma base nisso para definir o homossexualismo?
O fato de uma mulher trabalhar em um emprego provável para um homem e vice-versa não quer dizer nada. Passar tempos sem namorar também não faz de alguém gay, seja homem ou mulher. Há vários fatores por alguém se estar só, desde vontade e falta de interesse, a destinados à solidão. E quanto a um elogio ou admiração a alguém do mesmo sexo... É sério, quanta bobagem! Quer dizer que se um homem achar outro bonito é gay? E o mesmo para uma mulher?
O homem raramente diz que outro é bonito, mas, ele pensa. O homem pode não falar, mas ele sabe quando outro é mais bonito do que ele ou até mesmo do que outro, se não, por que ele acharia algum outro homem feio? Coisa tola e óbvia.
Não posso mentir ao dizer que tenho esperanças para pessoas com esse tipo de mentalidade, mas espero que elas percebam um dia – mesmo que não assumam- que são elas as caretas.
Também não estou querendo por os homossexuais em um pedestal. Todos sabem que muitas críticas são devido a uma parte desgeneralizada. Estou falando dos gays que tendem – talvez por revolta - a provocar os heteros.
Ocorreu disso na parada. alguns gays provocavam rapazes que os observava sem censura. “sai do armário” era a provocação aos rapazes. ´
É de conhecimento geral que os gays são capazes de reconhecerem outros, mesmo os só tendenciosos. Eles normalmente chamam essa capacidade de “radar”
"Não é bem um radar"declara Cleudemir Lima "É mais uma química que rola em uma um simples troca de olhar"
Pode para eles rolar alguma química, mas ainda assim não justifica a provocação. Agindo dessa forma todos se igualam, ofensa por ofensa.
Morada Nova tem muito de homossexuais que passam a julgar os que para eles são "gays oprimidos, incubados". Outra imaturidade que põe em duvida o sentido "nossos direitos".
Muitos estão lutando para serem aceitos, outros só querem amar sem ser julgados. Mas o que dizer desse tipo "terão de me engolir?"
Ser julgado não dar o direito a desrespeitar aqueles que o julgam. Deve haver um limite a esse respeito. Uma maturidade de ambos os lados para que a luta pela igualdade faça valer à pena.
O todo de Morada Nova pode não ter se conscientizado com o significado do evento, mas se de algum modo os fizerem pensar um pouco diferente, com o tempo todos serão menos inaceitáveis e arrogantes, por que ao meu ver, qualquer tipo de julgamento hipócrita é mais do que desnecessário, é tolo!
Quando minha prima e eu chegamos na parada às 15h – era a hora marcada no panfleto – tivemos a chance de fazer uma entrevista rápida sobre os indícios já mencionados e debater um pouco essa questão.
“A população hoje é homossexual” disse Rafael Ferreira de 27 anos, “muitos só preservam suas vontades, suas evidências, por que mesmo sem querer temem o estereótipo, a maior barreira é a si mesmo, sou homossexual e não me envergonho disso”.
Para Rafael os homossexuais estão se “juntando”. Aos poucos cada um passa a focar menos a repreensão. Quando perguntamos se o fator a tendência estava crescente de um modo geral ele respondeu: “Não é que esteja crescendo, só estão deixando de ser caretas, até por que, o proibido é mais gostoso. Existem muitos por ai que nunca irão se assumir, ou mais popularmente falando, sair do armário, mas ainda assim buscará um parceiro ou parceira”.
Ficou mais do que óbvias as intenções do movimento na cidade. A diretora LGBTT, Dediane Sousa, 22, fala que o apoio institucional é importante e que o evento já alcança quase dez municípios. “Queremos que esse momento torne-se parte do calendário da cidade. A pretensão é para que ocorra o evento anualmente, sem previsão se a data será sempre a mesma”.
É uma tática interessante. O que as pessoas precisam é se acostumar com a realidade. Pude observar que parte da cidade realmente parou para celebrar o sucesso que foi a parada, mas muitos também só estavam lá para rir e conferir o que para eles seria a “palhaçada” do ano.
Foi até engraçado. Pra algumas pessoas parecia coisa de outro mundo. Quando a noite finalmente chegava, já podia se ver sinais de assumidos pela varanda da salina. Carros com casais homossexuais chegavam e as bocas se abriam, os dedos apontavam e os olhares fixos não saiam de foco.
Honestamente fico abismado com uma atitude como esta. Não dar para compreender o que leva um ser humano a ser tão ignorante a esse ponto. E nem se trata só disso. Uma amiga minha me falou certa vez que comentou com colegas de trabalho que achou bonita uma moça que passou na rua. Semanas depois seus “colegas” a julgaram afirmando que ela era lésbica.
“Porquê?” foi a pergunta dela. Por favor não riam da resposta, pois esses colegas de trabalho da minha amiga devem morar em uma galáxia distante livre dos meios de comunicação e outras fontes que nos põe em acesso ao moderno, ao hoje, enfim, ao senso.
Mais eis que a resposta:
“Ora, porque você achou aquela moça bonita, nunca a vimos com um namorado e você provavelmente irá trabalhar em uma fazenda.”
Minha amiga riu da situação. Falou que não tinha nada a ver e foi até uma atitude equilibrada da parte dela, se fosse comigo eu teria feito a mesma coisa com a diferença de alguns detalhes. Eu não teria rido, eu teria gargalhado. Talvez até pedisse demissão por que a coisa podia ser contagiosa. Falando sério. Quem toma base nisso para definir o homossexualismo?
O fato de uma mulher trabalhar em um emprego provável para um homem e vice-versa não quer dizer nada. Passar tempos sem namorar também não faz de alguém gay, seja homem ou mulher. Há vários fatores por alguém se estar só, desde vontade e falta de interesse, a destinados à solidão. E quanto a um elogio ou admiração a alguém do mesmo sexo... É sério, quanta bobagem! Quer dizer que se um homem achar outro bonito é gay? E o mesmo para uma mulher?
O homem raramente diz que outro é bonito, mas, ele pensa. O homem pode não falar, mas ele sabe quando outro é mais bonito do que ele ou até mesmo do que outro, se não, por que ele acharia algum outro homem feio? Coisa tola e óbvia.
Não posso mentir ao dizer que tenho esperanças para pessoas com esse tipo de mentalidade, mas espero que elas percebam um dia – mesmo que não assumam- que são elas as caretas.
Também não estou querendo por os homossexuais em um pedestal. Todos sabem que muitas críticas são devido a uma parte desgeneralizada. Estou falando dos gays que tendem – talvez por revolta - a provocar os heteros.
Ocorreu disso na parada. alguns gays provocavam rapazes que os observava sem censura. “sai do armário” era a provocação aos rapazes. ´
É de conhecimento geral que os gays são capazes de reconhecerem outros, mesmo os só tendenciosos. Eles normalmente chamam essa capacidade de “radar”
"Não é bem um radar"declara Cleudemir Lima "É mais uma química que rola em uma um simples troca de olhar"
Pode para eles rolar alguma química, mas ainda assim não justifica a provocação. Agindo dessa forma todos se igualam, ofensa por ofensa.
Morada Nova tem muito de homossexuais que passam a julgar os que para eles são "gays oprimidos, incubados". Outra imaturidade que põe em duvida o sentido "nossos direitos".
Muitos estão lutando para serem aceitos, outros só querem amar sem ser julgados. Mas o que dizer desse tipo "terão de me engolir?"
Ser julgado não dar o direito a desrespeitar aqueles que o julgam. Deve haver um limite a esse respeito. Uma maturidade de ambos os lados para que a luta pela igualdade faça valer à pena.
O todo de Morada Nova pode não ter se conscientizado com o significado do evento, mas se de algum modo os fizerem pensar um pouco diferente, com o tempo todos serão menos inaceitáveis e arrogantes, por que ao meu ver, qualquer tipo de julgamento hipócrita é mais do que desnecessário, é tolo!
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