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| Divulgação |
Ocorreu que o pagamento pela prestação de serviços conforme previsto na Cláusula Sexta do Contrato, não foi observada e os recenseadores foram surpreendidos com o pagamento a menor do que o esperado, tendo estes recebido a informação de início que a remuneração se daria pelo serviço prestado, ao tempo em que lhes foi repassada uma tabela com valores pré-fixados, na qual incluía o pagamento pelos questionários aplicados na zona urbana – amostra e básico, respectivamente de R$ 6,49 e R$ 2,50.
Taxas de Pagamento Divulgadas antes do Contrato | ||
Zona Urbana- Amostra | Zona Urbana- Básico | |
Unidades Visitadas | 0,2928 | 0,2928 |
Domicílios Ocupados | 1,6100 | 0,5750 |
Pessoas | 1,2075 | 0,4312 |
Questionários Aplicados | 6,49 | 2,50 |
O prometido no período de capacitação foi de que os critérios aplicados para a remuneração levariam em consideração os quatro aspectos: questionário, unidades visitadas, domicílios e por pessoas, e no fim os questionários aplicados não constavam na média da remuneração.
Tal fato é contrário ao divulgado nacionalmente pelo IBGE, pois, consta nos meios de comunicação a notícia de que a remuneração do recenseador variará de acordo com o trabalho executado e que o recenseador deve ser pago com um valor de R$ 800 e R$ 1.600.
Com sessenta e duas (62) pessoas selecionadas após o treinamento realizado no período de 19 a 24 de Julho do ano vigente, hoje se encontra poucos recenseadores no Censo.
Ao certo ninguém sabe de quem foi à culpa do erro na informação da tabela, e nem se foi propositalmente, embora fontes apontem os representantes da sub-área do Falcão (como chamada a área encarregada pelos coordenadores Falcão e Marlene Bessa) – que englobam Morada Nova, Potiretama, Ererê,Alto Santos e Iracema - como principais suspeitos.
O resultado de tais acusações caminha em forma do oficio mandado ao coordenador, mas pelo que se sabe, o Brasil inteiro vem passando por essa polêmica questão. Em cidades como o Rio de Janeiro, os recenseadores se debatem com vários erros, começando pela informação da Folha Dirigida, que junto com o próprio IBGE, informaram dois anos de contrato, quando no edital saiu que o contrato seria de seis meses, sendo que nem esse prazo foi cumprido. A maioria dos recenseadores ainda espera seus salários.
Morada Nova pode não ficar para trás no atraso dos pagamentos, mas o erro de informação prejudicou da mesma maneira que nas demais cidades.
Segundo um informante do posto de coleta a diferença está na má interpretação da tabela. “Só repassamos o calculo da remuneração do modo que nos foi repassado”, explica.
Todos se sentiram roubados e enganados. Desde quando viram a tabela apresentada muitos perceberam que a forma como lhes foram passada pelos supervisores era bem diferente do que se está na tabela em si, todos achavam que dava para fazer uma ótima grana com o Censo. Esse pensamento foi cortado pela metade e subtraído por uns 8% do INSS.
“desde o final do treinamento até o primeiro salário recebido a conversa era que o valor dos questionários (a primeira tabela) era somado ao rendimento. No edital o que está relacionado ao rendimento, não especifica valores, porém diz que o mesmo é de antemão repassado pelos supervisores baseado na produção individual, se levarmos em conta isso, podemos perceber que houve uma falha de comunicação, que no caso, não é problema nosso, a obrigação do empregador é estipular um valor certo do salário do seu empregado, até por que ninguém trabalha sem saber o que vai receber. Em todos os jornais e revistas várias notícias quanto ao rendimento do recenseador, que variavam de 800 até 4.000. Pessoas que trabalharam nos últimos Censos, tanto demográfico quanto o agropecuário ficaram "chocados" com a queda do pagamento dos recenseadores.” Conta um dos recenseadores de Morada Nova.
A declaração geral feita pelos recenseadores foi de que se em nada resultar o requisito solicitado pela Defensoria Pública no Fórum da cidade, eles irão seguir em frente e abrir uma ação contra o IBGE no Ministério Público e juntar provas para mostrar que foram "induzidos ao erro". Até lá muito bate-boca vai rolar.

2 comentários:
isso é uma falta de respeito com os recenseadores ,
Coitados. Se fosse comigo eu ficaria irada, mas sem querer ofender a cidade( risos) esse processo não vai dar em nada. Espero que eles consigam algo. Vou torcer para que dê tudo certo, Contudo, aqui é Morada Nova.
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